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16.2.11

Para grandes males, grandes remédios

Há dias em que o desgosto é tal que se assemelha a caminhar por um rio gelado e, por mais que me tente abstrair, há sempre o perigo de cair dentro deste rio onde congelei todos os sentimentos.

Nesses dias intermináveis escrevo sem parar largos textos sem sentido em papel de cozinha, guardanapos, folhas soltas, individuais, blocos de notas, post-its, tudo o que aparece e que serve para atenuar este grito pendente na minha garganta inflamada de dor e saudade; nesses dias sinto a falta do teu cheiro na minha roupa, da tua voz, de te ver de óculos, dos teus lábios roçarem os meus e de te beijar o pescoço; nesses dias dou por mim a chorar no carro enquanto oiço na rádio alguma música lamechas; nesses dias rodeio-me de multidões mas era contigo que queria estar; nesses dias não vejo nem oiço nada, e creio que ninguém se esforça por me perceber.

É nesses dias que mais penso em ti, o ar torna-se rarefeito e pesado, abro a boca o máximo possível e inspiro com força mas em vão, o ar continua a faltar e o corpo treme, treme sem parar e começo a suar. Aperto a cara com as mãos na esperança de tomar o fôlego, mas é tarde de mais, o gelo racha debaixo de mim.

É nesses dias que vasculho tudo o que me resta teu, todas as lembranças que me deixaste ao longo da nossa história. Para finalizar todos os restos da nossa vida, leio o email que me mandaste na primeira noite de Fevereiro… então, todo o desgosto, nostalgia e saudade desaparecem e o ar torna-se leve e respirável outra vez...

14.2.11

Valentine failed again this year

29. Ler O Alquimista de Paulo Coelho.



jaz(es) na estante

9.2.11

Rewinding

Pucket, Tailândia

11 de Agosto

19h30

Como que colado através do tempo numa encosta demasiado íngreme, o resort adormecia ao lado de uma praia paradisíaca de água demasiado quente e cristalina, daquelas que aparecem nos postais e anúncios televisivos e que ninguém acredita serem senão fonte de um vanguardista programa de computador. Cape Panwa assemelhava-se igualmente a outra dessas fotografias de sonho que só os mais instruídos na matéria tinham sucesso em conseguir. Terminara há segundos uma típica chuvada de crepúsculo, um pé de água capaz de trazer tudo o que ninguém quer e levar consigo tudo aquilo que mais se deseja, aqui a natureza não brinca nem se preocupa em avisar quando chega.

A tempestade acabou tão repentinamente como começara, já era noite mas o calor permanecia e a humidade aumentara, a camisola colava-se ao corpo suado e as mãos molhadas tremiam com medo de arruinar o tesouro que guardavam religiosamente desde o começo do dia. Caminhava lentamente pelos relvados do hotel até encontrar um caminho de terra que me levasse à praia, o ar demasiado quente e demasiado húmido trazia consigo cheiros exóticos a canela e soja que se colavam na pele, deixando-a ainda mais húmida, mais sedenta...

Chegando à praia o ar torna-se mais fresco e menos denso, olho para trás e observo a encosta, pequenas villas iluminadas, forradas com palmeiras e coqueiros davam um ar selvagem a um lugar tão luxuosamente pensado, mas nada disto importava. Deito-me numa das diversas camas de vime forradas com cortinas de algodão branco que haviam espalhadas pela interminável língua de areia que percorria a península deste paraíso. Uma fresca brisa havia agora começado, os milhares de cortinas das camas de vime esvoaçavam agora, dando um ar fantasmagórico e único aquela praia interminável e deserta, era o momento perfeito!

Respiro fundo, abro as mãos húmidas e dou vida ao tesouro. Uns eternos segundos de suspense e, finalmente, oiço-te do outro lado. Essa tua voz inconfundível e doce desperta-me toneladas de saudades. Hoje é o teu dia:

-Parabéns! Amo-te

15.1.11

Last Call for Us

Boa tarde e bem-vindo mais uma vez ao programa preferido dos bloguistas lusófonos: Last Call for Us

Muito bem, hoje o programa decidiu não receber convidados, provavelmente porque já nem os tem, a vida está difícil para alguns e lixada para outros e, admito, este blog tem vindo a perder as suas qualidades.

Tentei previamente contactar a direcção do programa mas, ao que parece, o senhor ilustre bloguista encontra-se de momento numa fase demasiado conturbada da sua vida. Contudo, garante que em breve as coisas irão mudar, e para não perderem a fé porque o ilustre, que não dá a cara de momento, promete voltar a ser quem era.

Hoje debatemo-nos com o que tem sido o maior problema deste interessantíssimo programa nos últimos dias: o que fazer a esta relação que se prolonga por oito meses e oito dias?
Mas senhores leitores, guardem a vossa ansiedade porque antes de lhes revelarmos o resultado final desta tão árdua questão vamos deixar, a baixo, ambas as soluções:

Hipótese A: prometes que é desta que vais mudar, voltar a ser a pessoa que eu conheci e me apaixonei como nunca! E que o farás em prol do futuro desta relação.

Hipótese B: achas que já não vale a pena.

Caro leitor, a coisa é séria, nunca nada na minha vida pareceu tão sério quanto isto.
Se é adepto da hipótese A, aconselho-o a avisar a nossa direcção o mais brevemente possível. No entanto, se a sua escolha remeter para a hipótese B, don’t even bother to talk, ever again.

Com isto, fazemos uma breve pausa para intervalo,
Até já!

10.1.11

19.12.10

2.12.10

All set Cabana!

I spent so much time finding a separation between romance and friendship. I guess if you’re lucky, you get both.

1.12.10

?!?!?!?!?!?!?!

Como é possivel?
A minha alma está de tal modo estupefacta que tive necessidade de partilhar com alguém!
O que acabou de acontecer não pode ter acabado de acontecer!
No mínimo bizzarro, ou macabro, ou todos os sinónimos que lhe queiram chamar!
Enfim, amanhã tenho exame e não consigo pensar noutra coisa senão o que simplesmente acabou de acontecer!
Mas que estranha reacção!
Haverá coração?
Ou é acto sem qualquer razão?
Não voltarei a tocar no assunto, nem que me peças esclarecimentos!
Amanhã há CAE para fazer!

Olhos? Esses ver-te-ão de outra maneira

28.11.10

PS:

Ontem questionaste o porquê da monotonia deste romance de capítulos incompletos e carregados de sentimentos ao qual nos habituámos a chamar de blog. Interrogavas-te pelo facto de nada de especial aparecer nesta janela que muitos consideram o espelho da sua própria vida e tu, como era de esperar, achaste as prateleiras desta Despensa bastante vazias…

Estávamos ambos deitados no sofá da sala, aquecidos pelas diversas mantas e pelo amor desmesurado que nos cobria, observando o dia frio e a vida que usufruía lá fora através das janelas. Procurei uma resposta que saciasse a tua curiosidade mas não encontrei, estava demasiado confortável para conseguir arranjar as palavras perfeitas em prol do teu esclarecimento, porque a minha primordial preocupação é ser-te transparente e sincero sobre o que sinto e o que quero para mim, para ti, para nós.

Amor, nada disse porque nada havia para dizer, as pessoas escrevem ao invés de falarem, consiste numa barreira singela de evitar a brutalidade do mundo exterior, partilhando os seus sentimentos com quem quer, criando uma galáxia de leitores desfocados e desconhecidos. Pois bem, a minha galáxia sofreu um Big-Bang há quase sete meses e desde então que, lentamente, tenho tirado todos os meus sentimentos da Despensa e colocado à vista de todos, porque cada vez mais me orgulho de te amar e como tal, deixei de o expressar pela escrita para o fazer no dia-a-dia, da melhor maneira que encontro!

Esta epopeia ganhou uma nova personagem principal, este blog inovou e já não necessita de updates, a minha vida tomou um novo rumo e não necessita mais de histórias nem crónicas de odisseias passadas. Contigo aprendi a não desejar o passado e a usufruir do presente, sonhando com o futuro. Because sometimes, if you’re lucky, someone comes along and shows us who we really are, and that one is you.

Quero-te, para sempre

Ricardo Gonçalves

21.11.10

Nietzsche

Tudo o que é bom dura o tempo necessário para ser inesquecível!

13.11.10

7.11.10

Seis

uma palavra basta para descrever o que sinto: desilusão

12.10.10

Everlast



Valeu bem a pena, amo-te@

7.10.10

Cinco

Prometo ser breve, nem o tempo nem tu permitem que me prolongue por mais do que umas quantas linhas.

Cinco? Perguntas tu. Cinco! Respondo eu. Estaria a mentir se dissesse que foram cinco meses perfeitos, cor-de-rosa. As frases triviais não correspondem nem de perto nem de longe ao que realmente ocorreu. Foram cinco meses conturbados, cinco meses em que paz e tranquilidade muito frequentemente desapareceram, cinco meses que nem sempre foram fáceis...

Cinco? Perguntas tu. Sim, e continuo a amar-te porque há cinco meses que o meu coração te pertence e para mim, nada é mais importante que isso!

You know the rules and so do I
A full commitment's what I'm thinking of
You wouldn't get this from any other guy
I just wanna tell you how I'm feeling
Gotta make you understand

16.9.10

Restos de uma Vida

É à noite, deitado na cama, que mais me lembro de ti. É à noite, quando a cidade esta deserta, a casa vazia e o coração destroçado que apareces numa lembrança ténue e singela que rapidamente se transforma em algo demoníaco e omnipresente, tão forte como espada afiada que trespassa o corpo de uma a ponta a outra, é essa a dor que sinto cada vez que penso em ti, um vazio gigante, uma dor titânica, uma mágoa interminável…
O que nos aconteceu? Ficou tanto por dizer, tanto por explicar, tanto por completar…
Criaste-me um mundo que desconhecia até então, do qual sinto constante saudade e desejo, eras tu o meu primeiro pensamento ao acordar e o último momentos antes de adormecer, era por ti que ardia de paixão, sentia-me ansioso sempre que não estava contigo e apenas em paz quando a ti me juntava.
Mas meu amor, não se ajuda quem não quer ser ajudado, o maior cego é aquele que não quer ver e tu não viste nada, não quiseste ver. A minha luta incansável pela nossa relação não era mais do que remar contra a gigante maré de preconceito que trazias cada vez que estávamos juntos e isso esculpiu em mim uma grande dose de frustração. Quando se dá tudo por tudo e obtemos menos que nada acabamos por cair em nós mesmos, trataste-me como lixo, nem sequer tiveste a decência de acabar comigo pessoalmente, para ti não passei de uma puta que só servia para as horas de desejo carnal e isso é o que mais me magoa…
No entanto, é à noite, deitado na cama, que mais me lembro de ti. O corpo contorce-se, o coração lateja e os olhos choram, choram sem fim, choram porque embora lute desmesuradamente para te esquecer, tudo cá dentro grita por ti, grita por nós, grita em memória a tudo o que, outrora, fomos…


E tu nem imaginas a falta que isso me faz…



9.9.10

Brain Dead

I carry your heart with me

I carry it in my heart

I am never without it

anywhere I go you go, my dear

and whatever is done by only me

is your doing, my darling

I fear

no fate, for you are my fate, my sweet, I want
no world, for beautiful you are my world, my true
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows
here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life which grows

higher than the soul can hope or mind can hide
and this is the wonder that's keeping the stars apart

I carry your heart

I carry it in my heart

23.8.10

Faltas-me


Dangerous fellings break out my soul

It’s just the meaning of being alone

I need you here wherever you are

I need you now to take me so far

I wanna run like the speed of the sound

I was somewhere, I’m sure you’re around

You give me now the meaning of life

With you I’m feeling alive